O
mistério de Roswell
(artigo e imagens retirados do site OVNI
Mania)
Estamos
nos primeiros dias do mês de Julho de 1947, em Roswell, Novo México.
Segundo várias testemunhas, têm sido avistadas luzes estranhas
a percorrer os céus desta zona à noite. Um exemplo destes
testemunhos passa-se a 2 de Julho. O sr. Wilmot está na varanda
de sua casa em 105 South Penn, por volta das 10 horas da noite, quando
avista um objecto grande e luminoso a atravessar o céu, vindo
de Sudeste para Noroeste. Assim que o vê, chama a sua mulher que
está dentro de casa e os dois correm para o pátio para
melhor o observarem. É um objecto com forma oval, deslocando-se
a cerca de 400-500 milhas por hora. Ao fim de um minuto desaparece por
trás de umas árvores. A sra. Wilmot afirma que, ao passar,
o objecto fazia um estranho barulho parecido ao do ar a deslocar-se
quando fechamos uma porta, apesar do seu marido não ter reparado
que o objecto fizesse qualquer ruído. Dois dias depois, a 4 de
Julho de 1947, duas freiras, a madre superior Mary Bernadette e a irmã
Capistrano, olham de uma janela do terceiro andar do St. Mary's Hospital
já durante a noite, quando vêm de repente uma luz muito
ao longe que parece ser uma aeronave a despenhar-se no solo, uma vez
que a vêm a dirigir-se para baixo, apontando isto no seu livro
de registos. Ao mesmo tempo, num rancho de Roswell, o rancheiro Mac
Brazel ouve o que parece ser uma explosão, mais forte que o barulho
de um trovão, sem ligar muito ao acontecimento, uma vez que uma
violenta tempestade está a atravessar a região naquele
preciso momento.
No
dia seguinte, de manhã, Brazel anda a cavalo pelo rancho para ver os
estragos provocados pela tempestade e para acompanhar o gado pelos campos,
quando chega a um campo onde encontra os destroços de algo, espalhados
ao longo de várias centenas de metros quadrados. O material que ali
se encontra é tanto que o seu gado tem dificuldade em atravessar a zona
para ir beber água ao outro lado. No regresso, Brazel decide trazer
pedaços do estranho material para casa no seu bolso. Dias depois, vai
até à cidade e mostra os pedaços ao Sherife Wilcox, para ver se ele
é capaz de os identificar. Vendo que o material também lhe é desconhecido,
o sherife decide contactar a pista aérea militar de Roswell, falando
com o Major Jesse Marcel sobre o assunto. Assim que fica a par da história
de Brazel, ele e o Capitão Cavitt vão até ao rancho acompanhados por
Mac, chegando perto do pôr do sol, tarde demais para verem alguma coisa.
Decidem ficar numa casa velha do rancho durante a noite e na manhã seguinte
dirigem-se para o campo dos destroços. Depois de o verem, enchem o seu
veículo com pedaços e voltam para a base. No caminho, Marcel decide
passar por casa e acordar a sua mulher e o seu filho de 11 anos Jesse
Jr., examinando com eles os pedaços de destroços que trouxe consigo.
A família chega à conclusão que eles podem ser agrupados em 3 tipos
diferentes: pequenos pedaços com escritos hieroglíficos, um material
muito fino que não se consegue nem queimar, nem torcer, nem furar (os
furos desaparecem sempre ao fim de uns segundos), e um material que
se assemelha muito a plástico (que em 1947 ainda não é fabricado).
Entretanto, Walt Whitmore, proprietário da estação de rádio KGFL, ouvindo
falar da história, vai até ao rancho e trás Brazel para sua casa, de
maneira a obter uma entrevista exclusiva. Passam a noite em casa, durante
a qual Whitmore faz a gravação com Brazel. No dia seguinte, prepara-se
para transmitir via rádio a entrevista, mas é impedido pela Federal
Communications Commission, que o informa que assim que a transmissão
vá para o ar ele "tem 24 horas para encontrar outra ocupação, poque
nunca mais vai voltar ao negócio da rádio". Os militares entretanto
localizam Brazel e levam-no para a base aérea, na qual este é sujeito
a intensos interrogatórios ao longo dos dias seguintes. Assim que volta
da base, o rancheiro altera a sua história e nunca mais se volta a pronunciar
sobre o caso.
Quando Brazel volta ao rancho, todos os destroços já foram levados pelos
militares para a base aérea, sendo depois levado em cerca de 10-12 aviões
para o Wright Field em Dayton, Ohio (hoje em dia conhecido como a base
da força aérea de Wright-Patterson). Sob as ordens do comandante da
base Colonel Blanchard, o responsável pelas relações públicas, Walter
Haut, escreve um artigo para distribuição nos media locais a dizer que
a base aérea militar de Roswell tinha capturado um disco voador. Esta
notícia aparece no Roswell Daily Record de 8 de Julho e também em jornais
mais importantes a Este de Chicago. Na base aérea há uma grande agitação,
sendo a segurança rigorosamente apertada nos dias seguintes. Voltemos no
entanto a uns dias antes do dia 8. A 5 de Julho, Glenn Dennis, um funcionário
da casa funerária Ballard em Roswell, recebe uma série de chamadas telefónicas
da base aérea a fazerem-lhe perguntas sobre a constituição dos químicos
usados no embalsamento de corpos e os seus efeitos. Também lhe telefonam
a perguntar que caixões hermeticamente fechados para crianças tem ele
em stock. Durante os dias seguintes, Dennis leva um aviador magoado
num acidente de viação na cidade de Roswell até à base aérea na ambulância
da agência funerária. Quando lá chegam, ele repara em pedaços de metal
que estão na parte de trás de várias ambulâncias estacionadas nas traseiras
do hospital da base. Já lá dentro, ele faz perguntas sobre o material
e é ameaçado por um capitão com uma boina vermelha, que basicamente
lhe diz "se for para a cidade espalhar rumores, os seus ossos vão
ser encontrados na areia". Dennis encontra também uma enfermeira,
que ele conhece bem, a sair de uma sala, tapando a sua cara e com náuseas,
que lhe diz "sai daqui Dennis, antes que te metas em sarilhos".
No dia seguinte, a pedido dela, os dois voltam-se a encontrar
e ela explica-lhe que tinha estado numa sala a tirar notas de um exame
que estava a ser efectuado aos corpos de extraterrestres, encontrados
no meio de mais destroços que se encontravam a 3-5 km do local dos encontrados
por Mac Brazel. A enfermeira também fez um esboço de como eram os seres:
baixos, mãos com 4 dedos, ranhuras a fazer de bocas, cabeças desproporcionalmente
grandes em relação ao corpo e braços pequenos. No dia seguinte, aparentemente,
a enfermeira é transferida para um lugar na Europa, saindo depois uma
informação de que um avião onde ela viajava se tinha despenhado, provocando
a sua morte (no entanto não há registo de tal acidente). Dennis nunca
revelou o nome da enfermeira uma vez que lhe prometeu não o fazer.
Voltando ao Major Jesse Marcel, este é chamado pelo General Roger Ramey,
responsável pelo 8º Quartel General da Força Aérea, em Fort Worth, para
lá ir e levar consigo os destroços que tinha em seu poder, uma vez que
irá ser feita uma declaração à imprensa. Quando Marcel lá chega, é-lhe
dito para deixar os materiais em cima de uma secretária enquanto acompanha
o general a uma sala ao lado, para lhe mostrar no mapa o local preciso
onde eles foram encontrados. Quando voltam da sala do mapa, Marcel já
não encontra os materiais que trouxe, mas sim os destroços de um vulgar
balão metereológico. Basicamente, de seguida é-lhe ordenado pelo general
para "posar para as fotografias com o material" enquanto que
ele responde às perguntas. Ramey declara então aos media que o que tinha
sido encontrado afinal não era um balão metereológico mas sim um balão
metereológico que os membros do grupo de bombas atómicas não tinham
identificado.
Aparentemente a história acabaria aqui, mas vários anos depois,
mais por volta dos anos 70, começam a aparecer novas testemunhas, habitantes
de Roswell, que aparentemente tinham sido ameaçadas por funcionários
do governo em 1947, ordenando-lhes para não comentarem com ninguém as
estranhas ocorrências desse ano. Mais tarde, a 8 de Setembro de 1994,
a Força Aérea dos Estados Unidos emite um relatório sobre o que aconteceu
verdadeiramente em Roswell, afirmando que o que foi encontrado não foi
um comum balão metereológico, mas sim um conjunto de balões e outros
dispositivos aéreos que faziam parte de um projecto ultra-secreto designado
de Projecto Mogul, projecto esse que se destinava a detectar sons provocados
por explosões atómicas soviéticas a milhares de quilómetros de distância
(projecto iniciado em 1946 segundo as afirmações, apesar de a primeira
explosão nuclear soviética só ter ocorrido em 1949). Três anos mais
tarde, em 1997, perto da altura em que se comemora o 50º aniversário
dos estranhos acontecimentos em Roswell, o que por sua vez provoca uma
grande atenção do público para este assunto, o governo americano emite
uma nova explicação para o chamado "Caso Roswell", a 4ª desde
o dia em que Mac Brazel encontrou no seu rancho os estranhos destroços.
Segundo o relatório "The Roswell Report: Case Closed" de 1997,
o que tinha sido encontrado eram afinal os restos de experiências efectuadas
com bonecos que eram lançados do ar em balões... Para a maior parte
do ufólogos e aficcionados do fenómeno OVNI, nenhuma das explicações
dadas pelo governo americano é verdadeira, apresentando estas elementos
que são altamente duvidosos e não se compreende o porquê de terem sido
emitidas tantas explicações ao longo dos anos para o caso Roswell. Este
é provavelmente o caso mais famoso e importante da história do fenómeno
OVNI.
Para
acabar, fica aqui uma pequena curiosidade ainda relacionada com o caso
Roswell. Voltando ao que se passou no escritório do General Ramey, onde
também se encontra Jesse Marcel com os destroços do balão metereológico,
as fotografias tiradas pela imprensa foram analizadas em anos mais recentes
obtendo-se já alguns resultados supreendentes. Se observarmos a fotografia
à direita, onde se encontram o General Ramey (à esquerda agachado) e
o chefe de equipa Thomas Dubose (à direita), poderemos ver que Ramey
tem na mão um papel com algo escrito, que está voltado para a câmara.
Com as investigações mais recentes conseguiu-se ampliar o que está escrito
no papel, tendo a comunidade ufóloga chegado a algumas conclusões sobre
certas expressões que lá se conseguem ver: "discos", "vítimas
dos destroços enviadas para.... em Fort Worth" e menções a balões
metereológicos como justificação para encobrir o caso.